terça-feira, 28 de agosto de 2012

Índia de Sal * Capitulo 2


Capitulo 2

Ana acabara de acordar, pegou no relógio que estava na mesa-de-cabeceira. O mostrador indicava 12:25 de sábado, esticou-se por toda a cama e recordava a noite anterior e como tinha dormido tão bem.
_ Chega de preguiça, Ana. Deu um salto da cama e foi ao guarda-roupa, onde retirou um robe. Ao lado da cama estavam um par de chinelos cor-de-rosa, que calçou de seguida. Abriu a janela do quarto, e contemplou um dia maravilhoso de sol de verão. Saiu do quarto e passou na cozinha, as coisas da madrugada estavam arrumadas, era sinal que Carlos já estava a pé. Olhou para o a porta do quarto dele, e a porta estava aberta e a cama arrumada. Quando olhou para porta do frigorífico tinha um papel preso com um íman em forma de limão.
Olá Ana.
Fui buscar algo para o nosso almoço. Tome um duche se quiser.
Tomei a liberdade de deixar um vestido e lingerie e uma escova de dentes nova no móvel da casa de banho.
Cumprimentos
Carlos
A ideia de tomar um duche, sabendo que ele não estava em casa, era algo que lhe agradou. Dirigiu-se para a casa de banho e bateu a porta atrás de si. Como estava escrito as coisas lá estavam em cima do móvel. Tirou o robe e as cuecas. Abriu a água do chuveiro e banhou-se com um gel perfumado que ali estava.
Quando fechou a água, ouviu o barulho da garagem a fechar e passos nas escadas. Era ele, enrolou-se uma toalha e ficou escutando uns segundos, sentindo-o passar em frente da casa de banho e mais tarde ouviu barulho na cozinha. Certamente, ele estava a tratar da mesa para o almoço. E eu que era a empregada e estava a gozar o dia. Não era justo para ele. Vestiu-se o mais rápido possível. Olhou-se no espelho em quanto dava um jeito no cabelo. O vestido era curto, as cuecas de fio dental, o soutien não existia e o calçado, os chinelos que ela trouxe do quarto.
 __ Podia ser pior. Está um pouco curto, mas sinto-me sexy. Seria este vestido da irmã dele?


Ela saiu as pressas da casa de banho com esperança de o ajudar na cozinha com o almoço. Entrou na cozinha, ele estava com um copo na mão na varanda, quando ouviu barulho, virou-se com um sorriso simpático. Estava vestido com umas calças pretas e uma camisa branca.
_ Bom dia, Ana. Está linda com esse vestido. Dormiu bem?
_ Muito bem, obrigado.
_ Gostou do vestido?
_ É lindo. A sua irmã tem bom gosto.
Ele deu uma gargalhada, e entrou na cozinha e fechou a porta de acesso a varanda.
_ Desculpe, a minha gargalhada. Mas esse vestido, é um presente meu para si. A minha irmã tem 52 anos, e nunca vestiria um trapinho como esse.
_Oh. Não sabia. Mas agradeço o presente.
_ Acompanha-me no moscatel?
_ Agradeço, mas vou recusar.
_Nesse caso, por favor sente-se. Vou servir o almoço.
_Eu trato disso.
_ Eu mandei se sentar-se. E espero que aceite a minha ordem.
_ Claro que sim. Sentou-se de imediato. Ele tinha ficado tão sério, pelos vistos não gosta de ser contrariado.
Colocou o prato com um bife de vitela ao alho, com batata frita, a frente dela. Em seguida colocou o dele. Serviu vinho tinto alentejano em ambos os copos. Depois, sentou-se mesmo em frente a ela.
_ Pode comer Ana, e espero que seja do seu gosto.
Estava esfomeada e aquele bife estava maravilhosamente temperado e tenro. Uma delícia. Ele observa-a todos os seus movimentos com atenção.
- No final de almoço, vou sair e estarei de volta pelas 19:20 horas. Enquanto estiver ausente, vai pedir um táxi, o numero esta ao pé do telefone e vai a casa da sua amiga e explique o que se passa e traga as suas coisas. Tem dinheiro para o táxi na porta do frigorífico. Quando regressar arruma a cozinha e faz algo ao seu gosto para o jantar as 19h30. As chaves de casa estão ao pé do telefone, não se esqueça de as levar consigo.
_ Mas não vai comigo. Pensava que me fosse acompanhar.
_ Existe coisas que devemos de fazer sozinhos. Estou certo que embora não aches uma boa ideia da minha parte neste momento. Mais tarde, vais-me dar razão. Porque podes explicar as coisas com toda a calma e sem pressões da minha companhia, levando o tempo que deves, para explicar da melhor maneira.
_ Entendo a sua posição. Tomando um gole de vinho. Ele mostrava que se preocupava com ela, e cuidava dela com toda atenção e dava-lhe segurança. Ele não sabia, mas já não tinha uma refeição em condições a uns 15 dias. As suas refeições eram um café e um pão com manteiga. Algo que ele não sabia, era que aquele banho de chuveiro, era o seu primeiro banho assim. Sempre tomara banho numa bacia grande na cozinha.
Ele mal tocou no bife e nas batatas, estava encostado na cadeira e lançava um olhar sedutor, dando pequenos goles de vinho e brincava com o copo até ao novo gole de vinho.
Quando ela terminou a refeição ele se levantou, e ela copiou o seu movimento. Ele se aproximou dela, pegou nas suas mãos morenas e olhou nos seus olhos, sentiu que ele se tentava controlar para não a beijar.
- Espero que resolvas tudo durante a tarde. E vou passar uma tarde horrível sabendo que estas usando esse vestido fora de casa.
_ Mas posso levar o de ontem.
_ Não. Isso não. O vestido de ontem está sujo. Mas promete que regressas rapidamente para casa. É que estás tão sexy. Afastou-se para dar uma olhada mais geral. E depois puxou-me para ele e me beijou na boca longamente. As pernas dela tremiam, lutando por manterem-se activas. Depois afastou-a, segurando-a pelos braços para se recuperar. Tirou um cartão e entregou-lhe.
_ Preciso de sair. Quando estiveres no táxi, no regresso, dá um toque para esse número. Eu ligo-te de volta.
_ Sim, Senhor.
_ Adoro, quando respondes assim. Tocou-lhe nos lábios, ela fechou os olhos esperando um novo beijo, mas quando os abriu ele já descia as escadas. Mas, que se passa com ele, porque foge, sinto que ele me deseja e me deixa aqui toda húmida de excitação. Não entendo. Outro me levaria para o quarto e faríamos uma boa tarde de sexo. O que pretendia ele, contudo isto. Sentia que ele gostava de mim, mas gostava que o trata-se por Senhor. Eu preferia ser sua namorada, e não empregada. Mas ele parecia que gostava que eu fosse as duas coisas.
***
Despediu-se da amiga, trocando pequenos mimos e algumas lagrimas. No fundo, Ana tinha algum receio que mais tarde Carlos a deixasse por alguma razão. Mas a vida tem os seus riscos e ela estava disposta a correr esse risco, pior que a situação que ela estava, era difícil ficar. Entrou no táxi, e este arrancou, limpava o que restava das lagrimas em seu rosto. Abriu a carteira e tirou o telemóvel e o cartão que ele lhe entregara. Marcou o número e limpou a voz, deu dois toques e ele cortou a chamada. Em segundos o seu telemóvel tocou.
_Sim!
_ Olá Ana. Como estás?
_ Bem.
_ Não estejas assustada. As coisas vão melhorar. Estou aqui para te ajudar, e agora serei o teu melhor amigo, e amante.
_ Posso perguntar algo?
_ Claro.
_ Gosta de mim.
_ Não te sei explicar o porquê, mas sinto uma atracção enorme por ti. Tenho de me controlar para não te agarrar e levar-te para a minha cama. Mas, não quero isso para ti. Para ti quero algo especial. Melhor. Quero construir algo diferente do comum, mas muito forte e intenso.
_ É bom, saber que gosta de mim. Porque também gosto de si. Embora não entenda a tua postura e a sua maneira de pensar.
_ Mas vais entender. Só te peço que confies em mim, o resto será algo que vamos construir os dois. Agora diz-me, quanto tempo demoras a chegar.
_ Dez minutos.
_ Pois bem. Quando chegares, arruma as tuas coisas e prepara o nosso jantar. São quase 17 horas, por isso tens bastante tempo. Para o jantar, faz algo simples. Não tires esse vestido. Beijos.
_Beijo.
Desligou e Ana estava nas nuvens. Ele disse que gostava dela, e mal chegasse a casa iria fazer tudo que ele dissera. Quem sabe ele não perdia a cabeça hoje a noite.
***
Ana desde que chegou a casa tinha estado bastante ocupada com arrumações. Ainda tinha 1 hora para a chegada de Carlos, por isso deu uma volta pelas restantes divisões da casa que ainda não visitará, e nessa visita encontrou o sítio onde ele passava a sua roupa. Tinha alguma roupa para arrumar o que era a situação ideal para ela entrar no quarto dele e dar uma vista de olhos nas suas gavetas. Fez um sorriso de menina malvada e pegou nas roupas e num fechar de olhos estava no meio do quarto dele analisar todos os cantos com cuidado. Largou a roupa em cima da cama. Era um quarto da mesma madeira e cor do dela, mas de design mais simples. Tinha uma comoda de 3 gavetas. Abriu as gavetas uma a uma, tinha camisolas, polos e camisas, nada mais. Em cima dela tinha um vaso metálico de inox com uma garrafa de champagne dentro e dois copos, ao lado esquerdo três velas de copo de cheiro diferentes, lado direito os cremes e perfumes. Aproveitou para cheira-los. Por cima da comoda tinha um espelho, era ali que ele perdia alguns segundos antes da sua saída de casa.
Ao lado da comoda estava a sua secretaria, era grande e tinha uma cadeira de executiva em cabedal preto muito confortável. Em cima tinha o portátil aberto e um pequeno bloco e uma caneta, nada mais. Em baixo tinha um bloco de gavetas, mas estavam fechadas.
_Porra. Disse ela desanimada.
Foi a mesa-de-cabeceira do lado esquerdo, em cima tinha um pequeno candeeiro de cerâmica, e mais uma vela.
_Ele adora velas ou falta muitas vezes para estes lados. Vamos ver o que guardas nesta gaveta. Ui, as cuecas e boxers. E tem um pequeno sabonete, para dar cheirinho. Vamos ver a outra.
Por cima era em tudo igual, menos o conteúdo da gaveta. Ali estavam as meias e o sabonete cheiroso. Vamos ver o roupeiro, abriu as três portas do roupeiro, umas delas tinha um grande espelho. Ali estavam os casacos, calças e a algumas camisas e gravatas. Em Baixo tinha lençóis, mantas, e toalhas. No fundo tinha três gavetas na horizontal, uma tinha o fato de treino e calções, a seguinte camisolas quentes a ultima fez a Ana ficar fixa no seu conteúdo por alguns segundos. Depois de voltar a si, começou a tirar peça a peça para cima da cama, para analisar.
Tirou duas caixas de preservativos de 12 unidades cada ainda fechadas, era óbvio que ele se tinha prevenido bem, mas parece que as coisas não lhe foram favoráveis. Uma caixa com preservativo com vibrador, também ainda novo. Parece que gosta de ter e dar prazer, isso é muito bom. Uma venda preta, gosta de brincar, mas parece que não brincou, porque também estava fechada no plástico transparente. Uma caixa com três dildos anais de tamanhos e cor diferentes, na caixa. Um dildo vibratório preto também na caixa. Um estimulador vibratório em forma de borboleta, na caixa. Quatro caixas de pilhas, novas. Uma caixa com algemas metálicas, na caixa. Um frasco de óleo de massagem com cheiro a baunilha, na caixa. E duas caixas novas de velas pequenas brancas. Terminará, a gaveta estava vazia.
Era certo que tem fantasias, mas não tem tido coragem. Muitos homens têm estas fantasias, mas nunca tentam realiza-las com a sua esposa ou namorada. Talvez, com medo de serem mal interpretados. Olhou o relógio. Eram quase 19 horas, por isso começou a colocar novamente as coisas nos sítios. E apressou-se em tratar da mesa e do jantar.
Agora com a mesa com a mesa devidamente posta, e a refeição adiantada aguardava a chegada de Carlos. Na mente ainda estava bem presente a imagem daquela gaveta com os ditos brinquedos. A imaginação leva-a por viagens eróticas em que aqueles objectos estão bem presentes, deixando-a húmida de excitação. Entretanto surgiu o ruido do portão da garagem com o seu compasso mecânico. Ele tinha chegado. Correu para o fogão para uma última verificação. Ainda não conhecia bem os seus gostos por isso esperava que aquele prato fosse do seu agrado.
Em poucos minutos ele entrava na cozinha com uma garrafa de vinho na mão.
_ Olá Ana. E colocou a garrafa no centro da mesa. E dirigiu-se até ao pé dela, pegando as suas mãos e beijou-as. _ Como correu a tua tarde?
_ Um pouco atarefada mas foi uma tarde muito gratificante. Ela tinha estampado no rosto, de quem fez uma marotice. Isso chamou atenção dele, mas optou por ignorar.
_Cheira bem. O que escolhes-te para o nosso primeiro jantar?
_ Falaste em algo simples, por isso optei por um esparguete e costeletas de porco. Como não conheço bem os teus gostos, espero que gostes.
_ Não sou esquisito. A vida ensinou-me a não ser esquisito. Abriu uma das gavetas e retirou de lá um saca-rolhas. _ Trouxe uma garrafa de vinho francês, para a refeição. Se for o caso de se bebermos demais, o caso não será grave pois estamos em casa. Encheu os dois copos.
Ela escorria o esparguete na banca, e colocou o esparguete numa taça de louça no centro da mesa.
_ Ana, vou-te ensinar um truque para teres um esparguete solto. Abriu a porta do frigorífico e retirou a manteiga e com a sua faca cortou um pedaço e colocou na taça de esparguete e com as colheres mexeu bem. _ Ora aqui está um magnífico esparguete solto. Simples e eficaz.
_ Realmente. Ficou com um aspecto diferente. Colocou uma costeleta em cada prato.
Sentarem-se de frente para o outro. Ele serviu Ana de esparguete, depois colocou uma dose do mesmo no prato dele.
_ Queria fazer um brinde. Que este seja um ponto de viragem nas nossas vidas. Os copos tilintaram, e ambos deram um pequeno gole de vinho. _ Agora, vamos apreciar a nossa refeição, por favor Ana, coma.
Fizeram uma refeição tranquila, em que Ana explicou como correu a sua viagem para pegar as suas coisas na casa da sua amiga. Também contou que desde que se divorciou, que a sua Mãe não lhe falava. Na sua família ela tinha sido a primeira a divorciar-se e tinha-se recusado a ir viver com sua Mãe, porque a mentalidade eram muito diferentes e no passado existia a um historial de violência domestica. Algo que deixava Ana bastante triste, sentia falta dos carinhos e do apoio maternal, isso era por mais evidente. Também contou algumas partes do seu falecido Pai, e que existia um elo muito forte entre eles e que sentia muita falta dele.
Quando finalizaram o jantar, e ambos arrumaram a cozinha. Depois ele ensinou Ana atirar os cafés na máquina, e foram tomar os cafés para a varanda da cozinha. Sentados nos degraus da escada comtemplavam em conjunto a noite fresca e agradável sem pressas.
_ Sei que estas coisas são sempre difíceis de falar. Mas gostaria de saber qual é a tua opinião sobre o que falhou no teu casamento. Senão te importares de falar nisso. Ele olhava-a com um olhar de curiosidade, e fixava-a como quem está atento ao mínimo pormenor.
_ Ainda é uma coisa muito recente. Mas, quando olho para trás e me dou conta do tempo e entrega que dei aquele homem, sinto algo apertar o meu peito e um nó enorme na minha garganta.
_ Entendo muito bem o que sentes. Muitas vezes gritei bem alto nesta casa para soltar a pressão dentro de mim. Muitas vezes pensei que estava a dar em louco. Mas gritar ajudava a soltar a raiva que sentia nesse momento. Mas, não precisas de falar nisso agora. Temos muito tempo para falar sobre isso.
_ Senão te importares, hoje dei um grande passo na minha vida. E estou a gostar do caminho que estou a tomar. Estou aprender a confiar de novo, e sentir que posso ser uma mulher nova e criar um novo caminho para mim.
Ele tirou-me a chávena vazia da mão e colocou-a no chão junto da dele. E colocou o braço por cima dela, e puxou-a até a cabeça dela ficar no seu peito. Fazia-lhe caricias com o nariz nos cabelos dela, e sentia o seu cheiro. Ela sentia a respiração calma do peito dele, o ritmo dos batimentos cardíacos transmitiam-lhe uma calma e uma segurança enorme. São estes pequenos gestos e mimos que nenhum dinheiro do mundo pode pagar e ficam para sempre nas nossas mentes.
O relógio avançava, e Ana começava a ficar cada vez mais aninhada no peito dele, até que terminou por adormecer ali mesmo.
Ele sentiu que ela estava a dormir, mas ali ficou, apreciar e a cariciar os cabelos dela. Era tão bom ter alguém de novo nos seus braços. Alguém que tinha passado por uma situação idêntica. Os olhos dele se encheram de lagrimas, com uma mistura de tristeza e alegria. Passado e presente. Em plena noite pediu em silêncio força para cuidar e proteger esta India. Tão simples e tão bela.
Passou mais de uma hora, por ele ficava mais tempo ali, mas estavam sentados numa escada em pedra mármore, e já senti o frio em todo o seu traseiro, e era a ultima coisa que ele cria era que ele e Ana ficassem doentes nesta altura.
_ Ana. Acorda. Temos de ir para dentro. Ana acorda. Beijava a face dela e passava os dedos pelo seu cabelo curto.
Ela despertava lentamente, e tinha um olhar confuso, tentando perceber se está acordada ou ainda sonhava com tudo aquilo. Sentou-se e olhou para ele ainda algo confusa. Ele tinha um sorriso lindo e gozava aquele momento com grande satisfação.
_ Eu te ajudo a levantar.
_ Adormeci, que vergonha. Colocou as mãos em frente do rosto.
_ E eu adorei ver-te dormir. Tens um dormir lindo, Ana. Agora vamos lá levantar, preguiçosa.
Ana levantou-se e pegou nas chávenas e foram para a cozinha.
***
Os dois arrumaram a cozinha trocado sorrisos e mimos e algumas brincadeiras. Para ela era algo mágico ter um homem a partilhar as lidas da casa, brincando, cuidando e apreciando aquele momento com grande prazer. Os homens que conheceu até agora, neste momento, já estariam no café com os amigos ou na sala sentados no sofá a ver futebol, e nunca pegariam num prato para ajudar se quer para ajudar.
Ele aproveitou ela estar a pendurar um pano de cozinha na parede, e agarrou-a por trás, encostando os lábios ao ouvido dela.
_ Sabes o que podíamos fazer agora?
A voz dele perto do ouvido dela, criava ondas eléctricas por todo o corpo dela, era excitante.
_ O quê? Respondeu ela com uma voz tremida.
_ Podíamos ir tomar um duche os dois juntos. Que dizes? Aceitas? Beijou o pescoço e Ana gemeu. _ Estou a espera da resposta. Aceitas? E voltou a beijar o pescoço dela, dando uma pequena mordidela no fim.
_ Simmm, aceito. Estava tão excitada que por vontade dela fazia mesmo ali, na cozinha sexo com ele. Mas ele sabia disso, e não dava o que ela cria aumentando mais e mais o desejo dela, e ele sentia um enorme gozo em vê-la cheia de desejo.
Dirigiram-se para a casa de banho, e quando chegaram, ficaram de frente um para o outro. As palavras deixaram de existir dando lugar aos olhares. Ele passou as mãos no rosto dela e a beijou delicadamente. Ajoelhou-se e tirou-lhe os sapatos um a um, dando um pequena massagem em cada um. As mãos dele subiram pelas pernas lentamente até encontrar as cuecas, que começou a puxar calmamente até retira-las por completo. Olhou as cuecas, e levantou-se e mostrou a Ana o quanto húmidas elas estavam. Fez um sorriso malvado, e puxou-a para ele, e retirou o vestido muito lentamente a Ana pela cabeça, deu um passo atrás e apreciou o corpo dela enquanto cheirava o vestido. Quando terminou atirou o vestido para o chão.
Ana sentia o olhar a queimar cada centímetro do seu corpo, vergonha e excitação leva-a a loucura. Ele pegou nas mãos dela e colocou-as no seu peito, e deixou cair os braços alongo do seu corpo. Ela entendeu, e começou a retirar a camisa dele botão. A camisa aberta exponha um peito musculado e peludo. Passou-lhe as mãos nos pelos e cheirou-os. Retirou-lhe a camisa por completo e ajoelhou-se tirando-lhe sapatos e meias como ele lhe fizera, lentamente.
De joelhos, a cara dela ficava bem em frente ao enorme enchumaço dele, abriu o cinto, botão e fecho das calças, deixando as cair por gravidade pelas pernas peludas. Ele era muito peludo. Será que também é peludo lá! Era algo que estava a segundos de descobrir. Começou a puxar-lhe as cuecas e ficou admirada com o que via. O seu sexo estava completamente macio e sem um único pelo. Começou a massaja-lo e aproximar a boca dele. Queria chupa-lo.
Mas Carlos impediu-a, e ajudou-a a levantar-se.
_ Primeiro o banho. Eu te dou banho e tu me dás mim.
Deu-lhe a mão para ela entrar na banheira e depois entrou ele. Abriu a agua do chuveiro e molhou-a de cabeça aos pés. Colocou gel na esponja previamente e passou-lhe no corpo. Deu mais atenção aos seios e a vagina, depois pediu-lhe para se virar, e lavou-lhe as costas numa suave massagem reparadora. Quando se aproximava mais dela, o seu pau duro tocava nas suas nádegas. Ligou de novo o chuveiro e retirou o espumoso gel da pele dela. Molhou o cabelo dela e colocou shampoo e massajou-lhe os cabelos, algo tão reparador. O cheiro perfumado e os dedos no couro cabeludo faziam desaparecer as restantes tensões. Terminou com a passagem de agua pela sua cabeça , retirando por completo o shampoo. Isto era tão acessível de fazer num casal e tão erótico, e ela nunca o fizera antes. Seria por não ter tido um quarto de banho assim, ou teria falta de imaginação ou seria vergonha de fazer isto com o seu marido.
_ Ana, agora é tua vez. Só tens de repetir o que te acabei de te fazer. E não te esqueças de apreciar o momento. Porque também é algo agradável. Aprende a dar e receber sem medos, sem tabus.
Ana assim fez, e adorou. Para ela os banhos seriam sempre assim. Carlos saiu da banheira e ajudou-a a sair e enrolaram-se em beijos de língua, enquanto passavam a toalha um no outro. Depois de alguns minutos deixaram as toalhas caídas no chão e nus de mãos dadas foram para o quarto dele. Ele sentou-a na cadeira giratória em cabedal da sua secretaria. A luz do candeeiro era fraca e azulada, ele acendei-o as velas da mesa-de-cabeceira, e a luz das velas criavam um mágico, e ar tinha um leve cheiro a baunilha. De seguida ele abriu o champanhe que estava no vaso inox, e colocou um pouco em cada copo. Deu-me a mão a Ana para ela se levantar, e passou-lhe um copo.
_ Faço um brinde a simplicidade do Amor. Que as nossas diferenças sejam o nosso maior prazer nos unindo em recordações para toda eternidade. O tilintar do cristal encheu o quarto e ambos beberam o conteúdo do copo até a última gota. Ele tirou-lhe o copo da mão, colocando os dois em cima da secretaria. Depois beijou-a longamente encaminhando-a para cama.
_ Deita-te de costas para cima, Ana. Irei massajar o seu corpo de uma ponta a outra.
Ele foi a tal gaveta e tirou a caixa de preservativos e o frasco de óleo de massagem, fechou-a de novo. Ana fez um pequeno sorriso, hoje ainda não era o dia de usar os brinquedos. Ele aproximou-se com o frasco de óleo na mão e ela deitou-se como ele lhe tinha pedido. Ele começou por deixar pingar pequenas gotas desde os ombros até aos pés. Umas gotas criavam frio, outras pequenos choques e outras cocegas quando percorriam o corpo. Ele subiu para cama e o corpo dela ficou no meio das pernas dele. Ele massaja cada musculo com as suas mãos fortes, e depois roçava as costas dela com o seu peito peludo. Depois pediu para ela se virar, e fez o mesmo, mas brincou bastante com os seus peitos e vagina. Ana estava relaxada, excitada e super escorregadia. Ele deitou-se na cama e disse ao ouvido dela.
_ O meu pau quer sentir o calor da tua vagina. Sobe para cima de mim e brinca com ele.
Ela assim fez, estava desejosa de sentir Carlos dentro de si. Ajoelhou-se sobre ele e apontou o pau dele, e lentamente deixou-o penetra-la. Ambos deixaram escapar pequenos gemidos. Ana, colocou as mãos no peito de ele e criava o seu próprio ritmo, e era invadida por um, depois outro, novamente outro orgasmos. Até que Carlos que massajava os dois seios escorregadios, começou a ficar mais e mais duro, acabando por tirar uma mão do seio dela e agarrou-lhe nos cabelos curtos com força, puxando-lhe a cabeça para trás, levantou um pouco o troco e deu umas estucadas fortes. Até que explodiu ao mesmo tempo que Ana. Ela sentia espasmos por todo o corpo e as suas forças desapareciam dentro dela. A sua respiração era forte e descontrolada. Ele fez que ela se deitasse ao seu lado, deixando a cabeça dela em cima do seu peito e um dos braços segurava-a e pressionava-a contra ele.
As palavras sumiram-se, faz tempo da boca de ambos, ficando pequenos gestos de caricias. Os corpos agora quentes relaxados e saciados de sexo escutavam o silêncio e a magia da luz e cheiros das velas, com um toque de suor e fluidos do gozo.
Ambos se entregaram aos seus próprios pensamentos e fantasias.
_ Te amo, Carlos. Disse Ana já com uma respiração lenta e caindo no sonho. Ficando ele sem saber se ela falou ainda acordada ou já em pleno sono.
Carlos sorriu, mas nada disse, ficou olhando para ela mais uns minutos até que também ele se deixou tomar pelo sono.
Se realmente existe magia sexual, então o ritual deve ser este.




Nota: Este é um livro que estou a escrever, sobre BDSM e que conta uma historia sobre o BDSM e a vida real. Alguns factos são pessoais e verdadeiros.
Tenho noção que não tenho muito jeito para a escrita, por isto, para aqueles que me queiram ajudar na correcção do texto e em enriquecer a mensagem por favor entrem em contacto através bondage.portugal@gmail.com .
Por favor respeitem os meus direitos de autor. Obrigado.
Dom Bel

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