terça-feira, 28 de agosto de 2012

Índia de Sal * Capitulo 2


Capitulo 2

Ana acabara de acordar, pegou no relógio que estava na mesa-de-cabeceira. O mostrador indicava 12:25 de sábado, esticou-se por toda a cama e recordava a noite anterior e como tinha dormido tão bem.
_ Chega de preguiça, Ana. Deu um salto da cama e foi ao guarda-roupa, onde retirou um robe. Ao lado da cama estavam um par de chinelos cor-de-rosa, que calçou de seguida. Abriu a janela do quarto, e contemplou um dia maravilhoso de sol de verão. Saiu do quarto e passou na cozinha, as coisas da madrugada estavam arrumadas, era sinal que Carlos já estava a pé. Olhou para o a porta do quarto dele, e a porta estava aberta e a cama arrumada. Quando olhou para porta do frigorífico tinha um papel preso com um íman em forma de limão.
Olá Ana.
Fui buscar algo para o nosso almoço. Tome um duche se quiser.
Tomei a liberdade de deixar um vestido e lingerie e uma escova de dentes nova no móvel da casa de banho.
Cumprimentos
Carlos
A ideia de tomar um duche, sabendo que ele não estava em casa, era algo que lhe agradou. Dirigiu-se para a casa de banho e bateu a porta atrás de si. Como estava escrito as coisas lá estavam em cima do móvel. Tirou o robe e as cuecas. Abriu a água do chuveiro e banhou-se com um gel perfumado que ali estava.
Quando fechou a água, ouviu o barulho da garagem a fechar e passos nas escadas. Era ele, enrolou-se uma toalha e ficou escutando uns segundos, sentindo-o passar em frente da casa de banho e mais tarde ouviu barulho na cozinha. Certamente, ele estava a tratar da mesa para o almoço. E eu que era a empregada e estava a gozar o dia. Não era justo para ele. Vestiu-se o mais rápido possível. Olhou-se no espelho em quanto dava um jeito no cabelo. O vestido era curto, as cuecas de fio dental, o soutien não existia e o calçado, os chinelos que ela trouxe do quarto.
 __ Podia ser pior. Está um pouco curto, mas sinto-me sexy. Seria este vestido da irmã dele?


Ela saiu as pressas da casa de banho com esperança de o ajudar na cozinha com o almoço. Entrou na cozinha, ele estava com um copo na mão na varanda, quando ouviu barulho, virou-se com um sorriso simpático. Estava vestido com umas calças pretas e uma camisa branca.
_ Bom dia, Ana. Está linda com esse vestido. Dormiu bem?
_ Muito bem, obrigado.
_ Gostou do vestido?
_ É lindo. A sua irmã tem bom gosto.
Ele deu uma gargalhada, e entrou na cozinha e fechou a porta de acesso a varanda.
_ Desculpe, a minha gargalhada. Mas esse vestido, é um presente meu para si. A minha irmã tem 52 anos, e nunca vestiria um trapinho como esse.
_Oh. Não sabia. Mas agradeço o presente.
_ Acompanha-me no moscatel?
_ Agradeço, mas vou recusar.
_Nesse caso, por favor sente-se. Vou servir o almoço.
_Eu trato disso.
_ Eu mandei se sentar-se. E espero que aceite a minha ordem.
_ Claro que sim. Sentou-se de imediato. Ele tinha ficado tão sério, pelos vistos não gosta de ser contrariado.
Colocou o prato com um bife de vitela ao alho, com batata frita, a frente dela. Em seguida colocou o dele. Serviu vinho tinto alentejano em ambos os copos. Depois, sentou-se mesmo em frente a ela.
_ Pode comer Ana, e espero que seja do seu gosto.
Estava esfomeada e aquele bife estava maravilhosamente temperado e tenro. Uma delícia. Ele observa-a todos os seus movimentos com atenção.
- No final de almoço, vou sair e estarei de volta pelas 19:20 horas. Enquanto estiver ausente, vai pedir um táxi, o numero esta ao pé do telefone e vai a casa da sua amiga e explique o que se passa e traga as suas coisas. Tem dinheiro para o táxi na porta do frigorífico. Quando regressar arruma a cozinha e faz algo ao seu gosto para o jantar as 19h30. As chaves de casa estão ao pé do telefone, não se esqueça de as levar consigo.
_ Mas não vai comigo. Pensava que me fosse acompanhar.
_ Existe coisas que devemos de fazer sozinhos. Estou certo que embora não aches uma boa ideia da minha parte neste momento. Mais tarde, vais-me dar razão. Porque podes explicar as coisas com toda a calma e sem pressões da minha companhia, levando o tempo que deves, para explicar da melhor maneira.
_ Entendo a sua posição. Tomando um gole de vinho. Ele mostrava que se preocupava com ela, e cuidava dela com toda atenção e dava-lhe segurança. Ele não sabia, mas já não tinha uma refeição em condições a uns 15 dias. As suas refeições eram um café e um pão com manteiga. Algo que ele não sabia, era que aquele banho de chuveiro, era o seu primeiro banho assim. Sempre tomara banho numa bacia grande na cozinha.
Ele mal tocou no bife e nas batatas, estava encostado na cadeira e lançava um olhar sedutor, dando pequenos goles de vinho e brincava com o copo até ao novo gole de vinho.
Quando ela terminou a refeição ele se levantou, e ela copiou o seu movimento. Ele se aproximou dela, pegou nas suas mãos morenas e olhou nos seus olhos, sentiu que ele se tentava controlar para não a beijar.
- Espero que resolvas tudo durante a tarde. E vou passar uma tarde horrível sabendo que estas usando esse vestido fora de casa.
_ Mas posso levar o de ontem.
_ Não. Isso não. O vestido de ontem está sujo. Mas promete que regressas rapidamente para casa. É que estás tão sexy. Afastou-se para dar uma olhada mais geral. E depois puxou-me para ele e me beijou na boca longamente. As pernas dela tremiam, lutando por manterem-se activas. Depois afastou-a, segurando-a pelos braços para se recuperar. Tirou um cartão e entregou-lhe.
_ Preciso de sair. Quando estiveres no táxi, no regresso, dá um toque para esse número. Eu ligo-te de volta.
_ Sim, Senhor.
_ Adoro, quando respondes assim. Tocou-lhe nos lábios, ela fechou os olhos esperando um novo beijo, mas quando os abriu ele já descia as escadas. Mas, que se passa com ele, porque foge, sinto que ele me deseja e me deixa aqui toda húmida de excitação. Não entendo. Outro me levaria para o quarto e faríamos uma boa tarde de sexo. O que pretendia ele, contudo isto. Sentia que ele gostava de mim, mas gostava que o trata-se por Senhor. Eu preferia ser sua namorada, e não empregada. Mas ele parecia que gostava que eu fosse as duas coisas.
***
Despediu-se da amiga, trocando pequenos mimos e algumas lagrimas. No fundo, Ana tinha algum receio que mais tarde Carlos a deixasse por alguma razão. Mas a vida tem os seus riscos e ela estava disposta a correr esse risco, pior que a situação que ela estava, era difícil ficar. Entrou no táxi, e este arrancou, limpava o que restava das lagrimas em seu rosto. Abriu a carteira e tirou o telemóvel e o cartão que ele lhe entregara. Marcou o número e limpou a voz, deu dois toques e ele cortou a chamada. Em segundos o seu telemóvel tocou.
_Sim!
_ Olá Ana. Como estás?
_ Bem.
_ Não estejas assustada. As coisas vão melhorar. Estou aqui para te ajudar, e agora serei o teu melhor amigo, e amante.
_ Posso perguntar algo?
_ Claro.
_ Gosta de mim.
_ Não te sei explicar o porquê, mas sinto uma atracção enorme por ti. Tenho de me controlar para não te agarrar e levar-te para a minha cama. Mas, não quero isso para ti. Para ti quero algo especial. Melhor. Quero construir algo diferente do comum, mas muito forte e intenso.
_ É bom, saber que gosta de mim. Porque também gosto de si. Embora não entenda a tua postura e a sua maneira de pensar.
_ Mas vais entender. Só te peço que confies em mim, o resto será algo que vamos construir os dois. Agora diz-me, quanto tempo demoras a chegar.
_ Dez minutos.
_ Pois bem. Quando chegares, arruma as tuas coisas e prepara o nosso jantar. São quase 17 horas, por isso tens bastante tempo. Para o jantar, faz algo simples. Não tires esse vestido. Beijos.
_Beijo.
Desligou e Ana estava nas nuvens. Ele disse que gostava dela, e mal chegasse a casa iria fazer tudo que ele dissera. Quem sabe ele não perdia a cabeça hoje a noite.
***
Ana desde que chegou a casa tinha estado bastante ocupada com arrumações. Ainda tinha 1 hora para a chegada de Carlos, por isso deu uma volta pelas restantes divisões da casa que ainda não visitará, e nessa visita encontrou o sítio onde ele passava a sua roupa. Tinha alguma roupa para arrumar o que era a situação ideal para ela entrar no quarto dele e dar uma vista de olhos nas suas gavetas. Fez um sorriso de menina malvada e pegou nas roupas e num fechar de olhos estava no meio do quarto dele analisar todos os cantos com cuidado. Largou a roupa em cima da cama. Era um quarto da mesma madeira e cor do dela, mas de design mais simples. Tinha uma comoda de 3 gavetas. Abriu as gavetas uma a uma, tinha camisolas, polos e camisas, nada mais. Em cima dela tinha um vaso metálico de inox com uma garrafa de champagne dentro e dois copos, ao lado esquerdo três velas de copo de cheiro diferentes, lado direito os cremes e perfumes. Aproveitou para cheira-los. Por cima da comoda tinha um espelho, era ali que ele perdia alguns segundos antes da sua saída de casa.
Ao lado da comoda estava a sua secretaria, era grande e tinha uma cadeira de executiva em cabedal preto muito confortável. Em cima tinha o portátil aberto e um pequeno bloco e uma caneta, nada mais. Em baixo tinha um bloco de gavetas, mas estavam fechadas.
_Porra. Disse ela desanimada.
Foi a mesa-de-cabeceira do lado esquerdo, em cima tinha um pequeno candeeiro de cerâmica, e mais uma vela.
_Ele adora velas ou falta muitas vezes para estes lados. Vamos ver o que guardas nesta gaveta. Ui, as cuecas e boxers. E tem um pequeno sabonete, para dar cheirinho. Vamos ver a outra.
Por cima era em tudo igual, menos o conteúdo da gaveta. Ali estavam as meias e o sabonete cheiroso. Vamos ver o roupeiro, abriu as três portas do roupeiro, umas delas tinha um grande espelho. Ali estavam os casacos, calças e a algumas camisas e gravatas. Em Baixo tinha lençóis, mantas, e toalhas. No fundo tinha três gavetas na horizontal, uma tinha o fato de treino e calções, a seguinte camisolas quentes a ultima fez a Ana ficar fixa no seu conteúdo por alguns segundos. Depois de voltar a si, começou a tirar peça a peça para cima da cama, para analisar.
Tirou duas caixas de preservativos de 12 unidades cada ainda fechadas, era óbvio que ele se tinha prevenido bem, mas parece que as coisas não lhe foram favoráveis. Uma caixa com preservativo com vibrador, também ainda novo. Parece que gosta de ter e dar prazer, isso é muito bom. Uma venda preta, gosta de brincar, mas parece que não brincou, porque também estava fechada no plástico transparente. Uma caixa com três dildos anais de tamanhos e cor diferentes, na caixa. Um dildo vibratório preto também na caixa. Um estimulador vibratório em forma de borboleta, na caixa. Quatro caixas de pilhas, novas. Uma caixa com algemas metálicas, na caixa. Um frasco de óleo de massagem com cheiro a baunilha, na caixa. E duas caixas novas de velas pequenas brancas. Terminará, a gaveta estava vazia.
Era certo que tem fantasias, mas não tem tido coragem. Muitos homens têm estas fantasias, mas nunca tentam realiza-las com a sua esposa ou namorada. Talvez, com medo de serem mal interpretados. Olhou o relógio. Eram quase 19 horas, por isso começou a colocar novamente as coisas nos sítios. E apressou-se em tratar da mesa e do jantar.
Agora com a mesa com a mesa devidamente posta, e a refeição adiantada aguardava a chegada de Carlos. Na mente ainda estava bem presente a imagem daquela gaveta com os ditos brinquedos. A imaginação leva-a por viagens eróticas em que aqueles objectos estão bem presentes, deixando-a húmida de excitação. Entretanto surgiu o ruido do portão da garagem com o seu compasso mecânico. Ele tinha chegado. Correu para o fogão para uma última verificação. Ainda não conhecia bem os seus gostos por isso esperava que aquele prato fosse do seu agrado.
Em poucos minutos ele entrava na cozinha com uma garrafa de vinho na mão.
_ Olá Ana. E colocou a garrafa no centro da mesa. E dirigiu-se até ao pé dela, pegando as suas mãos e beijou-as. _ Como correu a tua tarde?
_ Um pouco atarefada mas foi uma tarde muito gratificante. Ela tinha estampado no rosto, de quem fez uma marotice. Isso chamou atenção dele, mas optou por ignorar.
_Cheira bem. O que escolhes-te para o nosso primeiro jantar?
_ Falaste em algo simples, por isso optei por um esparguete e costeletas de porco. Como não conheço bem os teus gostos, espero que gostes.
_ Não sou esquisito. A vida ensinou-me a não ser esquisito. Abriu uma das gavetas e retirou de lá um saca-rolhas. _ Trouxe uma garrafa de vinho francês, para a refeição. Se for o caso de se bebermos demais, o caso não será grave pois estamos em casa. Encheu os dois copos.
Ela escorria o esparguete na banca, e colocou o esparguete numa taça de louça no centro da mesa.
_ Ana, vou-te ensinar um truque para teres um esparguete solto. Abriu a porta do frigorífico e retirou a manteiga e com a sua faca cortou um pedaço e colocou na taça de esparguete e com as colheres mexeu bem. _ Ora aqui está um magnífico esparguete solto. Simples e eficaz.
_ Realmente. Ficou com um aspecto diferente. Colocou uma costeleta em cada prato.
Sentarem-se de frente para o outro. Ele serviu Ana de esparguete, depois colocou uma dose do mesmo no prato dele.
_ Queria fazer um brinde. Que este seja um ponto de viragem nas nossas vidas. Os copos tilintaram, e ambos deram um pequeno gole de vinho. _ Agora, vamos apreciar a nossa refeição, por favor Ana, coma.
Fizeram uma refeição tranquila, em que Ana explicou como correu a sua viagem para pegar as suas coisas na casa da sua amiga. Também contou que desde que se divorciou, que a sua Mãe não lhe falava. Na sua família ela tinha sido a primeira a divorciar-se e tinha-se recusado a ir viver com sua Mãe, porque a mentalidade eram muito diferentes e no passado existia a um historial de violência domestica. Algo que deixava Ana bastante triste, sentia falta dos carinhos e do apoio maternal, isso era por mais evidente. Também contou algumas partes do seu falecido Pai, e que existia um elo muito forte entre eles e que sentia muita falta dele.
Quando finalizaram o jantar, e ambos arrumaram a cozinha. Depois ele ensinou Ana atirar os cafés na máquina, e foram tomar os cafés para a varanda da cozinha. Sentados nos degraus da escada comtemplavam em conjunto a noite fresca e agradável sem pressas.
_ Sei que estas coisas são sempre difíceis de falar. Mas gostaria de saber qual é a tua opinião sobre o que falhou no teu casamento. Senão te importares de falar nisso. Ele olhava-a com um olhar de curiosidade, e fixava-a como quem está atento ao mínimo pormenor.
_ Ainda é uma coisa muito recente. Mas, quando olho para trás e me dou conta do tempo e entrega que dei aquele homem, sinto algo apertar o meu peito e um nó enorme na minha garganta.
_ Entendo muito bem o que sentes. Muitas vezes gritei bem alto nesta casa para soltar a pressão dentro de mim. Muitas vezes pensei que estava a dar em louco. Mas gritar ajudava a soltar a raiva que sentia nesse momento. Mas, não precisas de falar nisso agora. Temos muito tempo para falar sobre isso.
_ Senão te importares, hoje dei um grande passo na minha vida. E estou a gostar do caminho que estou a tomar. Estou aprender a confiar de novo, e sentir que posso ser uma mulher nova e criar um novo caminho para mim.
Ele tirou-me a chávena vazia da mão e colocou-a no chão junto da dele. E colocou o braço por cima dela, e puxou-a até a cabeça dela ficar no seu peito. Fazia-lhe caricias com o nariz nos cabelos dela, e sentia o seu cheiro. Ela sentia a respiração calma do peito dele, o ritmo dos batimentos cardíacos transmitiam-lhe uma calma e uma segurança enorme. São estes pequenos gestos e mimos que nenhum dinheiro do mundo pode pagar e ficam para sempre nas nossas mentes.
O relógio avançava, e Ana começava a ficar cada vez mais aninhada no peito dele, até que terminou por adormecer ali mesmo.
Ele sentiu que ela estava a dormir, mas ali ficou, apreciar e a cariciar os cabelos dela. Era tão bom ter alguém de novo nos seus braços. Alguém que tinha passado por uma situação idêntica. Os olhos dele se encheram de lagrimas, com uma mistura de tristeza e alegria. Passado e presente. Em plena noite pediu em silêncio força para cuidar e proteger esta India. Tão simples e tão bela.
Passou mais de uma hora, por ele ficava mais tempo ali, mas estavam sentados numa escada em pedra mármore, e já senti o frio em todo o seu traseiro, e era a ultima coisa que ele cria era que ele e Ana ficassem doentes nesta altura.
_ Ana. Acorda. Temos de ir para dentro. Ana acorda. Beijava a face dela e passava os dedos pelo seu cabelo curto.
Ela despertava lentamente, e tinha um olhar confuso, tentando perceber se está acordada ou ainda sonhava com tudo aquilo. Sentou-se e olhou para ele ainda algo confusa. Ele tinha um sorriso lindo e gozava aquele momento com grande satisfação.
_ Eu te ajudo a levantar.
_ Adormeci, que vergonha. Colocou as mãos em frente do rosto.
_ E eu adorei ver-te dormir. Tens um dormir lindo, Ana. Agora vamos lá levantar, preguiçosa.
Ana levantou-se e pegou nas chávenas e foram para a cozinha.
***
Os dois arrumaram a cozinha trocado sorrisos e mimos e algumas brincadeiras. Para ela era algo mágico ter um homem a partilhar as lidas da casa, brincando, cuidando e apreciando aquele momento com grande prazer. Os homens que conheceu até agora, neste momento, já estariam no café com os amigos ou na sala sentados no sofá a ver futebol, e nunca pegariam num prato para ajudar se quer para ajudar.
Ele aproveitou ela estar a pendurar um pano de cozinha na parede, e agarrou-a por trás, encostando os lábios ao ouvido dela.
_ Sabes o que podíamos fazer agora?
A voz dele perto do ouvido dela, criava ondas eléctricas por todo o corpo dela, era excitante.
_ O quê? Respondeu ela com uma voz tremida.
_ Podíamos ir tomar um duche os dois juntos. Que dizes? Aceitas? Beijou o pescoço e Ana gemeu. _ Estou a espera da resposta. Aceitas? E voltou a beijar o pescoço dela, dando uma pequena mordidela no fim.
_ Simmm, aceito. Estava tão excitada que por vontade dela fazia mesmo ali, na cozinha sexo com ele. Mas ele sabia disso, e não dava o que ela cria aumentando mais e mais o desejo dela, e ele sentia um enorme gozo em vê-la cheia de desejo.
Dirigiram-se para a casa de banho, e quando chegaram, ficaram de frente um para o outro. As palavras deixaram de existir dando lugar aos olhares. Ele passou as mãos no rosto dela e a beijou delicadamente. Ajoelhou-se e tirou-lhe os sapatos um a um, dando um pequena massagem em cada um. As mãos dele subiram pelas pernas lentamente até encontrar as cuecas, que começou a puxar calmamente até retira-las por completo. Olhou as cuecas, e levantou-se e mostrou a Ana o quanto húmidas elas estavam. Fez um sorriso malvado, e puxou-a para ele, e retirou o vestido muito lentamente a Ana pela cabeça, deu um passo atrás e apreciou o corpo dela enquanto cheirava o vestido. Quando terminou atirou o vestido para o chão.
Ana sentia o olhar a queimar cada centímetro do seu corpo, vergonha e excitação leva-a a loucura. Ele pegou nas mãos dela e colocou-as no seu peito, e deixou cair os braços alongo do seu corpo. Ela entendeu, e começou a retirar a camisa dele botão. A camisa aberta exponha um peito musculado e peludo. Passou-lhe as mãos nos pelos e cheirou-os. Retirou-lhe a camisa por completo e ajoelhou-se tirando-lhe sapatos e meias como ele lhe fizera, lentamente.
De joelhos, a cara dela ficava bem em frente ao enorme enchumaço dele, abriu o cinto, botão e fecho das calças, deixando as cair por gravidade pelas pernas peludas. Ele era muito peludo. Será que também é peludo lá! Era algo que estava a segundos de descobrir. Começou a puxar-lhe as cuecas e ficou admirada com o que via. O seu sexo estava completamente macio e sem um único pelo. Começou a massaja-lo e aproximar a boca dele. Queria chupa-lo.
Mas Carlos impediu-a, e ajudou-a a levantar-se.
_ Primeiro o banho. Eu te dou banho e tu me dás mim.
Deu-lhe a mão para ela entrar na banheira e depois entrou ele. Abriu a agua do chuveiro e molhou-a de cabeça aos pés. Colocou gel na esponja previamente e passou-lhe no corpo. Deu mais atenção aos seios e a vagina, depois pediu-lhe para se virar, e lavou-lhe as costas numa suave massagem reparadora. Quando se aproximava mais dela, o seu pau duro tocava nas suas nádegas. Ligou de novo o chuveiro e retirou o espumoso gel da pele dela. Molhou o cabelo dela e colocou shampoo e massajou-lhe os cabelos, algo tão reparador. O cheiro perfumado e os dedos no couro cabeludo faziam desaparecer as restantes tensões. Terminou com a passagem de agua pela sua cabeça , retirando por completo o shampoo. Isto era tão acessível de fazer num casal e tão erótico, e ela nunca o fizera antes. Seria por não ter tido um quarto de banho assim, ou teria falta de imaginação ou seria vergonha de fazer isto com o seu marido.
_ Ana, agora é tua vez. Só tens de repetir o que te acabei de te fazer. E não te esqueças de apreciar o momento. Porque também é algo agradável. Aprende a dar e receber sem medos, sem tabus.
Ana assim fez, e adorou. Para ela os banhos seriam sempre assim. Carlos saiu da banheira e ajudou-a a sair e enrolaram-se em beijos de língua, enquanto passavam a toalha um no outro. Depois de alguns minutos deixaram as toalhas caídas no chão e nus de mãos dadas foram para o quarto dele. Ele sentou-a na cadeira giratória em cabedal da sua secretaria. A luz do candeeiro era fraca e azulada, ele acendei-o as velas da mesa-de-cabeceira, e a luz das velas criavam um mágico, e ar tinha um leve cheiro a baunilha. De seguida ele abriu o champanhe que estava no vaso inox, e colocou um pouco em cada copo. Deu-me a mão a Ana para ela se levantar, e passou-lhe um copo.
_ Faço um brinde a simplicidade do Amor. Que as nossas diferenças sejam o nosso maior prazer nos unindo em recordações para toda eternidade. O tilintar do cristal encheu o quarto e ambos beberam o conteúdo do copo até a última gota. Ele tirou-lhe o copo da mão, colocando os dois em cima da secretaria. Depois beijou-a longamente encaminhando-a para cama.
_ Deita-te de costas para cima, Ana. Irei massajar o seu corpo de uma ponta a outra.
Ele foi a tal gaveta e tirou a caixa de preservativos e o frasco de óleo de massagem, fechou-a de novo. Ana fez um pequeno sorriso, hoje ainda não era o dia de usar os brinquedos. Ele aproximou-se com o frasco de óleo na mão e ela deitou-se como ele lhe tinha pedido. Ele começou por deixar pingar pequenas gotas desde os ombros até aos pés. Umas gotas criavam frio, outras pequenos choques e outras cocegas quando percorriam o corpo. Ele subiu para cama e o corpo dela ficou no meio das pernas dele. Ele massaja cada musculo com as suas mãos fortes, e depois roçava as costas dela com o seu peito peludo. Depois pediu para ela se virar, e fez o mesmo, mas brincou bastante com os seus peitos e vagina. Ana estava relaxada, excitada e super escorregadia. Ele deitou-se na cama e disse ao ouvido dela.
_ O meu pau quer sentir o calor da tua vagina. Sobe para cima de mim e brinca com ele.
Ela assim fez, estava desejosa de sentir Carlos dentro de si. Ajoelhou-se sobre ele e apontou o pau dele, e lentamente deixou-o penetra-la. Ambos deixaram escapar pequenos gemidos. Ana, colocou as mãos no peito de ele e criava o seu próprio ritmo, e era invadida por um, depois outro, novamente outro orgasmos. Até que Carlos que massajava os dois seios escorregadios, começou a ficar mais e mais duro, acabando por tirar uma mão do seio dela e agarrou-lhe nos cabelos curtos com força, puxando-lhe a cabeça para trás, levantou um pouco o troco e deu umas estucadas fortes. Até que explodiu ao mesmo tempo que Ana. Ela sentia espasmos por todo o corpo e as suas forças desapareciam dentro dela. A sua respiração era forte e descontrolada. Ele fez que ela se deitasse ao seu lado, deixando a cabeça dela em cima do seu peito e um dos braços segurava-a e pressionava-a contra ele.
As palavras sumiram-se, faz tempo da boca de ambos, ficando pequenos gestos de caricias. Os corpos agora quentes relaxados e saciados de sexo escutavam o silêncio e a magia da luz e cheiros das velas, com um toque de suor e fluidos do gozo.
Ambos se entregaram aos seus próprios pensamentos e fantasias.
_ Te amo, Carlos. Disse Ana já com uma respiração lenta e caindo no sonho. Ficando ele sem saber se ela falou ainda acordada ou já em pleno sono.
Carlos sorriu, mas nada disse, ficou olhando para ela mais uns minutos até que também ele se deixou tomar pelo sono.
Se realmente existe magia sexual, então o ritual deve ser este.




Nota: Este é um livro que estou a escrever, sobre BDSM e que conta uma historia sobre o BDSM e a vida real. Alguns factos são pessoais e verdadeiros.
Tenho noção que não tenho muito jeito para a escrita, por isto, para aqueles que me queiram ajudar na correcção do texto e em enriquecer a mensagem por favor entrem em contacto através bondage.portugal@gmail.com .
Por favor respeitem os meus direitos de autor. Obrigado.
Dom Bel

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Índia de Sal



A Índia de Sal

Capitulo 1
A sirene da fábrica finalmente tocou, e Carlos apressou-se a desligar o computador e pegou na sua carteira e chaves do carro, desligou as luzes e fechou a porta do seu gabinete. Desceu as escadas para a fábrica e picou o cartão de ponto e saiu em direcção ao seu carro. Sentia-se aliviado por poder ir para casa tomar um duche e relaxar um pouco, antes de ir para o curso sobre programação de tornos e fresadoras CNC. Entrou no seu Hyundai Coupé cinzento, estava uma estufa no seu interior, abriu os vidros e colocou o carro em movimento o mais rápido que pode, tentando obter com o andamento uma boa brisa de ar fresco.


Carlos tem 34 anos é divorciado, e vive na casa da sua irmã que está a trabalhar na França e só ocupa esta casa quando vem passar uns dias de férias a Portugal. Ele agora zela pela casa e a sua segurança. Tem-se ocupado das tarefas domésticas, mas gostava de ter alguém que o pudesse ajudar, de forma a ter mais tempo livre
Em apenas 10 minutos já se encontrava na frente da casa e portão automático se abria num compasso mecânico lento. Estacionou o carro na garagem e o portão iniciou o seu fecho. Subiu as escadas e foi em direcção a cozinha, onde se refrescou com um bom copo de sumo de laranja natural que retirou do frigorífico. Abriu a porta da acesso da cozinha as traseiras da casa e puxou por um cigarro, que calmante fumou apreciando a paisagem rural. Tranquilidade deste ambiente acompanhada do cântico dos pássaros acalmava o seu ser, fazendo-o por esquecer por breves as loucuras do dia de trabalho e o curso que tinha de concluir a noite. Apagou o cigarro e fechou a porta, encaminhou-se para a casa de banho e começou a retirar peça por peça a roupa suada de um dia quente de verão. Quando já se encontrava nu, debruçou-se sobre o lavatório e ficou a analisar aquele estranho do espelho. A imagem era de um homem solitário mergulhado nas trevas do passado e assim ficou durante uns minutos tentando entender o que se tinha corrido mal com aquele estanho que morava agora nos espelhos da casa. O peito de Carlos se apertou, e o seu coração gritava de agonia. Levou as mãos ao rosto escondendo as lagrimas que começavam a rolar sobre o rosto.
_ MERDA! Gritou furiosamente libertando-se do nó que apertava a sua garganta. _ Chega! Seu merda. Vais tomar banho e quando saíres da merda do banho serás um gajo diferente. Luta, porra, luta. Terminas o curso hoje e vais-te divertir um pouco. Se correr bem irás conhecer uma mulher que te fará companhia. Quem sabe algo mais.
Decidido, entrou num duche refrescante e purificador. As lagrimas do seu rosto são levadas pela água, lentamente o seu estado de espirito vai-se modificando com avanço do duche. Fechou a agua e ficou de olhos fechados e cabeça levantada, apreciando o cheiro do gel e a frescura que o envolvia. As gotas rolavam por todo o corpo e criavam pequenas vibrações agradáveis. Segundos depois pegou na toalha e enrolou a sua cintura e dirigiu-se para o quarto, onde ligou de seguida o portátil e sentou-se descontraído na cadeira em pele. Acendeu um cigarro e acendeu a um site de vídeos de BDSM. Ele não entendia bem o porquê, mas aqueles vídeos o excitavam imenso, mas nunca se atrevera a propor a ninguém algo assim, iriam fugir dele com certeza a sete pés com uma coisa daquelas.
Carlos, tinha alguns brinquedos que mandara vir de uma Sex Shop on-line, eram dildos vaginais e anais, uma venda e umas algemas metálicas. Tudo continuava novo sem usar. Faltava-lhe coragem para usar estes brinquedos com alguém. Vezes sem conta pensava que devia de ter algum problema e devia de ser internado. Por isso, deves em quando retirava-os da gaveta e comtempla-vos e a imaginava a utiliza-los numa submissa. Era algo tão intenso que muitas vezes os seus pensamentos doentios não o deixavam adormecer.
_ Tens de te tratar meu caro. Procura um médico.
Levantou-se, fechando o portátil e começou a vestir-se, tinha de estar em Águeda as 19 horas e ainda tinha meia hora de condução até lá.
_ Vamos terminar este curso e gozar o fim-de-semana. Pois, bem mereces. E vê lá se terminas o celibato de 10 meses, já é altura de te relacionares com alguém. Mas quem?
Tirou o carro da garagem e iniciou a viagem até Águeda ao som dos Linkin Park.
São 23 horas, e a noite está bastante agradável para quem se quiser aventurar dentro dela. E hoje seria o aventureiro, entraria na sua escuridão e só descansaria quando a luz vencesse a última sombra das trevas nocturnas.
Dei a chave do carro, abri o vidro do meu lado, e arranquei na aventura. Andava em velocidade média e apreciava o cheiro da noite. Um cheiro fresco com uma mistura de humidade e uma essência de pinheiros e eucaliptos. Um perfume realmente místico. Dirigia numa estrada estreita com pinhal de ambos os lados. A meu estomago estava algo ruidoso, pois ainda não tinha jantado nada. Mas também onde passo não existe nada onde possa parar para comer algo.
_ Tens à certeza que não queres umas ervas frescas. Resmungou Carlos com o seu estomago, dando uma gargalhada. Aguenta amigo logo irá aparecer algo para te acalmar.
Andou mais uns 4 Km, e viu um parque com muitos carros, e um estabelecimento enorme com um placar luminoso que dizia Danceteria Stop.
_ Mas que raio faz uma Danceteria numa zona de pinhais de todos os lados. Olha, amigo que dizes ir la, dar uma espreitadela e comer alguma coisa. O estomago roncou de novo. _ Ok, não se fala mais nisso, vamos lá.
Entrou no parque e rapidamente a pareceu um funcionário com um colete reflector que lhe fazia gesto para acompanhar, assim fez. O simpático homem indicou um lugar vago e Carlos rapidamente estacionou.
_ Obrigado.
O funcionário sorriu e afastou-se a procura de um novo carro. Carlos olhou os seus cabelos pretos rebeldes do vento que entrará pelo vidro do carro.
_ Estás lindo, pá.
Saiu do carro e dirigiu-se as escadas da entrada. Passavam por ele pessoas todas arranjadas e bem vestidas. Ele parou e olhou para o seu estilo desportivo. Sapatos pretos, calças de ganga e polo preto.
_ Bem, meu caro. Com estes trapinhos vais fazer sucesso aqui. Sem duvida nenhuma. Sorriu e avançou para o porteiro.
O porteiro era um homem corpulento de fato cinzento, com uma postura rígida de quem quer intimidar. Mas, Carlos tinha feito parte das Forças Especiais, e estava habituado aquela postura de " Eu sou muito mau."
Quando ficou em frente ao porteiro, este estendeu o braço com um cartão de entrada.
_ Boa noite. Disse o porteiro com um ar superior.
_ Não quero o cartão, quero falar consigo.
_ Falar comigo? O porteiro ficou baralhado.
_ Estava a passar por aqui, e reparei neste espaço. Por isso gostaria de dar uma vista de olhos, para ver se é do meu agrado.
_ Mas não vai ser possível.
_ A sério! Então faça o favor de chamar o Dono do estabelecimento. Quero falar com ele.
O porteiro confuso, comunicou para o interior. E rapidamente chegou um Senhor na casa dos cinquenta, bem vestido.
_ Pois sim.
_ Estava aqui a explicar ao seu porteiro, que estava de passagem e reparei no seu estabelecimento. Mas antes de aceitar o cartão gostaria de dar uma vista de olhos, para ver se gosto do ambiente.
_ Não costumamos a fazer isso. Mas, também não será por isso que não fica a conhecer o espaço. Por favor acompanhe-me, irei mostra-lhe a nossa Danceteria.
_ Muito obrigado.
O porteiro ficou com cara, quem é este tipo, quem pensa que é. Que lata.
_ O meu nome é José, dirijo esta Danceteria e se gostar do nosso espaço e resolva vir mais vezes aqui com os seus amigos, e precise de algo, o Sr. Engenheiro basta pedir a um funcionário para me chamar.
Engenheiro. Eu. Fiz um sorriso maroto de gozo, mas o Sr. José nem sequer reparou.
O espaço nas laterais tinha dois grandes balcões. Uma pista de dança e no palco, uma banda tocava música de baile. Existia um monte de mesas cheias de gente que rodeava a pista. O espaço era de facto agradável.
_ Gostou. Disse o Sr. José com sorriso simpático.
_ Gostei sim. Mas queria pedir-lhe mais uma coisa.
_ Por favor, peça.
_ Gostava de uma mesa só para mim. Estou esfomeado e precisava de relaxar. Foi um dia difícil para mim.
O Sr. José olhou em volta, existiam um monte de pessoas a espera de uma mesa livre. Mas decidido levantou a mão e chamou um segurança.
_ João, arranja uma mesa para o Sr. Engenheiro e um cartão de consumo. Depois pede a um empregado de mesa que o atenda rapidamente. Sr. Engenheiro, espero que se divirta e aprecie o nosso espaço. Cumprimentou-me e afastou-se para os seus afazeres.
_ Por favor, siga-me. E lá fui atrás do segurança pelo meio da multidão. Todos olhavam para mim, com um ar de curiosidade.
_ Está mesa é do seu agrado? Apontou o segurança.
_ Está óptima.
_ O empregado virá já para atender o seu pedido, e também lhe entregará o cartão de consumo.
_ Muito obrigado.
Carlos, sentou-se e olhou em redor de si. Todas as mesas estão completas com 2 a 4 pessoas por mesa, menos a minha. Então ser VIP é isto, confesso que gosto. Só não entendo porque o Sr. José achou que eu era Engenheiro, pela roupa não foi de certeza absoluta. Se calhar foi a minha postura. Ainda bem, porque no fundo facilitou-me a vida neste ambiente de diversão.
_ Boa a noite. O que vai desejar. Era um empregado de mesa, rigorosamente trajado para o efeito.
_ Boa noite. Vou querer uma tosta mista e um sumo de laranja natural. Depois, quando terminar vou desejar um café.
_ Sim Senhor. É só?
_ Por enquanto, sim. É só. Sorri.
_ Com sua licença. E afastou-se a num ritmo frenético para um dos balcões
Enquanto aguardava o seu pedido, ficou apreciar as danças de baile dos bailarinos de fim-de-semana. Bem, já não dançava faz um tempo, se fosse agora dançar ficaria conhecido como o pé grande. E ali ficou com um sorriso parvo estampado no rosto.
_ Com licença, Senhor. Era o empregado com o meu pedido. Colocou a tosta mista fumegante e copo grande de sumo laranja natural bem fresco sobre a mesa. _ Bom apetite.
_ Obrigado. E desapareceu rapidamente no meio da multidão.
Não demorou muito para terminar com a tosta e o sumo. Estava esganado de fome. E aquela refeição sobe-lhe as mil maravilhas. Encostou-se a cadeira numa posição mais relaxado e satisfeito. Pois, o seu estomago tinha recebido aquela refeição como fosse um bom bife de vaca suculento. Como as coisas sabem melhor, quando temos fome.
_O seu café, e o cartão. Posso recolher as restantes coisas, senhor?
Ele acenou com a cabeça concordando. E o empregado recolheu o prato e copo, ajeitou a toalha e puf, lá foi ele para meio da multidão.
_Este empregado de mesa na minha casa dava-me um jeitão. Pensou Carlos enquanto sacudia o pacote de açúcar. Despejou o conteúdo do pacote na totalidade, e mexeu o café com calma, enquanto olhava os dançarinos, e o quanto se divertiam. Alguns tinham dois pés esquerdos, mas ninguém se importava. Na pista existia diversão e não um concurso de dança. O que era bastante agradável de assistir.
A música da banda parou. E as pessoas saiam da pista em direcção as mesas com um ar divertido. A pista ficou completamente vazia, na mesa a minha frente sentaram-se duas mulheres. Ambas vestiam vestidos justos e olhavam para mim e sorriam, e trocavam palavras entre si.
Uma vestia um vestido preto, magra, cabelo curto e seios reduzidos. O sorriso era amarelado do tabaco e da falta de higiene oral, o seu olhar era vulgar e esfomeado por sexo. A sua colega, vestia um vestido vermelho, pele morena tinha uma pinta negra entre os olhos, magra, cabelo curto, e tinha uns seios volumosos. O seu olhar era tímido, e o seu sorriso era maravilhoso. Nota-se cuidado pela sua dentição. Parecia uma índia. E desejava ser o bravo aventureiro e tê-la nos meus braços naquele momento.
A banda agradeceu a presença de todos na Danceteria Stop, e anunciava os nomes dos presentes que faziam anos nesse dia, e que a Danceteria oferecia aos mesmos uma garrafa de champagne para festejarem. Em seguida cantaram os parabéns e no final choveram palmas por todo lado. A banda anunciou um pequeno intervalo, e que ficaríamos com o DJ Filipe e a sua música de discoteca até a volta dos mesmos. A música de discoteca invadiu o espaço acompanhada de luzes frenéticas por toda a pista.
A Índia pegou no telemóvel e levantou-se e atravessou a multidão e parou no hall de acesso as casas de banho. Pelo seus gestos, falava com alguém que parecia-lhe estar a chamar atenção sobre algo. A sua colega estava a minha frente fazendo-me olhinhos e bebendo pequenos goles de coca-cola. Estes olhares estavam a por Carlos enojado, por isso decidiu ir a casa de banho aliviar a bexiga. Levantou-se e percorreu a multidão e quando chegou ao hall olhou para está índia, sorriu e deu um olá, e desceu em direcção as escadas que davam acesso ao WC dos homens.
Quando regressou de novo ao hall, já ela não estava lá. Ficou ali alguns segundos atentar ver se a via na pista ou por ali perto. Mas nada. Foi quando reparou que encostado a um dos pilares estava um segurança muito interessado nos seus movimentos. Mas não ligou e dirigiu-se á sua mesa. Quando estava a meio do caminho, o DJ Filipe deu por terminado a música de discoteca, e Carlos foi apanhado num banho de multidão que saia da pista.
Já sentado na sua mesa, comtemplava agora as duas senhoras que estavam bastantes divertidas pelo sinal.
A banda regressara ao palco e começaram com uma música calma, e rapidamente um homem se aproximou da mesa delas e debruçou-se e disse algo. A amiga da Índia levantou-se e entrou com este homem na pista. Não demorou que um homem com aspecto rude e uma cerveja na mão se aproximasse dela, trocou umas palavras e ela acenou com a cabeça negativamente ao que ele lhe dissera. Mas ele estava com um pingo na asa, e sentou-se na mesa dela contra a sua vontade, ficando de costas viradas para mim. A Índia estava muito incomodada com a presença dele, e Carlos tinha de fazer alguma coisa para ajudar aquela pobre alma.
_ Já sei. Pensou ele.
Levantou-se e avançou para mesa dela, quando chegou ao pé dela, puxou a cadeira ao seu lado e sentou-se com um grande a vontade, de quem se conhece á muito tempo.
_ Olá, Amor. Quem é o teu amigo? E Carlos olhou para a cara deste homem com ar ameaçador
_Oh. Desculpe. Desculpe. Eu pensava que ela estava só. Disse o homem surpreendido com a presença de Carlos.
_Como reparou, o senhor enganou-se. Por isso, faça o favor de se retirar da nossa mesa o mais rápido possível. O tom de voz foi educado mas ameaçadora.
Em poucos segundos o homem sairá da mesa e foi engolido pela multidão.
_Obrigado pela sua presença. Este homem não se tocava que a sua presença não era bem-vinda nesta mesa. Disse com ar mais aliviado e sorridente.
_Posso ficar mais um pouco na sua mesa, se for do seu agrado.
_Por favor, fique!
_Ficarei, sim. Proveito para me apresentar. Sou o Carlos Brandão, e vivo em Esgueira. E está noite, é a minha primeira vez neste espaço.
_ Meu nome é Ana Miranda. Vivo numa zona rural próxima a Danceteria. Estou divorciada a uns meses, e a minha amiga insiste que venha com ela ao fim de semana. É uma forma de me tirar de casa.
_Prazer em te conhecer Ana. Inclinou-se e beijou-a no rosto. Ana, corou. _ Eu também estou divorciado, não tem sido tempos fáceis para mim. Por isso, acho que entendo na perfeição o que estás a passar neste momento. E trabalhas, Ana?
_Estou desempregada. Vivo num quarto na casa da minha amiga. Infelizmente está crise económica, também não tem ajudado nada. Preciso muito sair da casa dela, já estou a ser um peso para ela faz tempo. E cria muito me afastar deste meio pequeno onde vivo. Ficou com um rosto abatido e amargurado.
Ele colocou a mão em cima da mão dela, e fez pequenas caricias. Ela olhou nos olhos dele. Eram cor de avelã, e transmitiam paz e segurança.
_Ana, as coisas certamente vão melhorar. Tem fé. Agora, faz um acto de caridade e vem dançar este slow comigo. Aviso desde já que sou um péssimo bailarino e para ajudar, já não dou uns passos de dança aos anos.
_Aceito, com muito prazer. Ela levantou-se dirigindo-se para a pista, e ele seguia logo atrás dela. Andou uns passos na pista, virou-se e ficaram de frente um para outro. Sorrisos nervosos surgiram em ambos os rostos. Ana avançou e abraçou o pescoço dele, ele a agarrou e puxou-a contra o seu peito. E dançaram bem coladinhos. A tensão e excitação envolveram os dois.
As horas voaram, e amiga dela, já saíra faz tempo, poucos restavam na Danceteria. O Sr. José subiu ao palco, e agradeceu a presença de todos e deu como encerrada a noite.
_Ana, sei que são 3 da manhã, mas queria convida-la a tomar um copo a minha casa e continuar a conversa por mais um pouco?
_Aceito, o convite. Era certo que Ana queria mais que uma bebida.
-Então, vamos. Carlos levantou-se e ajudou-a com a cadeira, e foram juntos para o hall onde existia um balção onde se efectuavam os pagamentos.
O Sr. José estava lá, encostado ao balção muito intrigado a olhar para os dois. Ana colocou o cartão em cima do balção, e Carlos  pegou nele rapidamente, juntou ao seu e entregou ao funcionário.
_ Eu pago o meu. Disse Ana.
_ Nada disso. Deixe-me dar este pequeno mimo, pela companhia tão simpática, e de ter dado cor a está noite. Ana, corou e cedeu ao seu pedido.
Ele pagou, e ao passar por Sr. José este abordou.
_ O Sr. Engenheiro, gostou?
_ Muito. Certamente, voltarei e farei publicidade do local.
_ Olá Ana. Sr. José olhava para ela com um olhar protector.
_Olá. Baixando o olhar, em respeito.
_ Já se conheciam? Perguntou, cheio de curiosidade.
Olharam um para outro, sorrindo.
_Não. Mas, passei a conhecer. Disse Carlos.
_Ela é boa mocinha. Cuide dela Sr. Engenheiro e voltem sempre.
_ Boa noite. E obrigado pela simpatia.
_Ora essa, Sr. Engenheiro.
Passamos pelos seguranças e ele entregou os cartões. Um destes seguranças olhava para Ana com olhar diferente, de quem a conhece bem.
O parque de estacionamento está praticamente com uma meia dúzia de carros, a noite estava fresca. Carlos abraçou-a protegendo-a até ao carro com o seu calor. Abriu a porta do lado passageiro.
_ Faça favor de entrar.
Ela entrou e admirava o carro, enquanto ele dava a volta ao mesmo, entrando passando alguns segundos. Deu a chave, e o motor roncou.
_ És Engenheiro? Perguntou a Ana, meia constrangida.
_ Não sou. Nem sei donde ele foi buscar essa ideia.
_ Talvez por causa do carro.
_Quem sabe. E arrancou em velocidade moderada pela estrada escura em direcção a casa de dele. Ana estava enterrada no banco de cabedal do carro, e apreciava a viagem com tranquilidade.
Em apenas 20 minutos, chegara a casa e o portão se abriu. Estacionou o carro, e saiu rapidamente, fechando o portão e ligando as luzes da casa. Abriu a porta a Ana.
_ Seja bem-vinda ao meu doce lar.
_Obrigado. Linda casa que tens.
_ Acompanha-me por favor, Ana. A Casa não é minha, mas sim da minha irmã que me pediu para tomar conta, quando me divorciei. Subiram as escadas, e ele se dirigiu para a cozinha.
_ Um Café, Ana?
_ Aceito sim.
_ Assenta-te enquanto preparo as coisas.
Ela sentou-se e analisava a cozinha. Estava mobilada em madeira de carvalho e os tampos em granito. Estava equipada com todos os electrodomésticos e impecavelmente limpa e arrumada. O cheiro a café invadiu a cozinha, enquanto ele colocava na mesa um sortido de bolos e o açucareiro a sua frente, em seguida as xicaras com café surgiram sobre a mesa.
_ Por favor. Nada de cerimónias. Prove os bolos, deve estar com fome.
_ Estou sim. E pegou num bolo com satisfação, e ele acompanhou-a nesta investida.
_ A sua empregada, deu um bom jeito a casa. Nem parece que mora um homem sozinho aqui.
_ Ana. Eu não tenho empregada. Sou eu que cuido de tudo. Mas se quiser o lugar de empregada, o lugar é seu. Tem dois quartos vagos, pode ficar com um deles e cuidada da casa por mim. E se quiser pode começar já amanhã.
_ Carlos, olhe que eu aceito.
_ Se não tem receio em viver comigo na mesma casa. O lugar é seu.
_ Sabe, não sei como. Mas parece que já o conheço, e sinto segurança e paz ao seu lado.
_ Ainda bem. Então aceite o lugar. Faz me falta alguém que cuide da casa e me faça alguma companhia.
_ Aceito sim. Sorriu, satisfeita.
_ Tens um sorriso mágico, Ana. Adoro o teu sorriso. Aquelas palavras saíram da boca sem controlo. _ Desculpe, não sei que me dei. Não me leve a mal.
_ De modo nenhum. Deu um gole no café. Senti sinceridade nas suas palavras e nenhuma malicia.
_ Reparei que o Sr. José olhou para ti, com um olhar de carinho. É da tua família.
_ O Sr. José é uma pessoa que está a par da minha vida. Desde o divórcio, que comecei a frequentar o local, porque foi uma maneira que a minha amiga arranjou de eu sair de casa. E algumas vezes no Hall de entrada troquei umas palavras com o Sr. José, que tem um bom coração e tenta sempre que as minhas idas lá sejam tranquilas e divertidas. E também se preocupa com as minhas companhias, mas no bom sentido.
_ Compreendo perfeitamente. Também senti um certo carinho por ele, e notei que é uma pessoa simples e de bom coração.
_Isso é verdade.
_Posso correr o risco de parecer desconfiado, mas também reparei que um dos seguranças te olhava de uma forma muito suspeita. Terei alguma razão nesta minha observação.
_ É realmente muito observador. Esse segurança que estás a falar é o Miguel. Ele de facto gosta de mim e preocupasse bastante comigo. Mas para mim não passa de um amigo, mas sei que queria mais de mim. Quando passaste por mim no hall para casa de banho, eu estava a falar com ele. Lembraste que ao passar por mim me dissestes olá, e fiquei tão surpreendida que me esqueci da ligação e voltei para mesa para contar a minha amiga e nem desliguei o telefone. Ele não ficou muito satisfeito.
_Imagino. Eu no lugar dele também não ficava nada satisfeito.
Ana falou que era de Viana do Castelo e como conheceu o ex-marido, e que se casou muito nova com 17 anos e que veio viver para Aveiro, e como foi difícil para ela se adaptar a sua nova vida.
O tempo foi passando, e o dia estava a querer raiar, e o cansaço começava a tomar conta dos dois.
_Deves estar cansada. Vem comigo, vou-te mostrar o teu quarto.
Era um quarto lindo, também mobilado em madeira em tons de nogueira.
_ Espero que seja do teu agrado. Tens roupa e pijamas e alguns vestidos no roupeiro que são da minha irmã. Podes usar, amanhã tratamos de arranjar maneira de buscares as tuas coisas. Ok?
_ Ok. Estava de boca aberta.
_ Dorme bem. Qualquer coisa o meu quarto é aquele junto as escadas. Basta bater a porta.
Ele se aproximou dela e colocou-lhe as mãos na face, e beijou os seus lábios, com uma meiguice tão doce. Depois se afastou sorriu e despediu-se.
_ Bons sonhos.
_Obrigado. Boa noite.
A porta fechou-se atrás dele, e ela tombou na cama macia. Tudo parecia mágico. Como o Divino tivesse finalmente tomado uma nova direcção na sua vida. E finalmente pudesse desfrutar uma relação séria, com alguém que parecia serio e com uma maneira de ver a vida muito diferente daquilo que ela conhecera até agora.
Despiu-se, e optou por se deitar em cuecas, estava tão confortável e segura. Durante uns minutos esperou que ele entrasse por aquela porta e os seus corpos se uniam numa troca de caricias e fluidos.
Mas, Ana perdera a batalha contra o cansaço e ficara no mundo dos sonhos.


Nota: Este é um livro que estou a escrever, sobre BDSM e que conta uma historia sobre o BDSM e a vida real. Alguns factos são pessoais e verdadeiros.
Tenho noção que não tenho muito jeito para a escrita, por isto, para aqueles que me queiram ajudar na correcção do texto e em enriquecer a mensagem por favor entrem em contacto através bondage.portugal@gmail.com .
Por favor respeitem os meus direitos de autor. Obrigado.
Dom Bel